jueves, 24 de septiembre de 2009

COMERCIO DE FRONTERA COLOMBO VENEZUELANA CAIÓ DRAMATICAMENTE

Comerciantes da fronteira pagam o preço da tensão política entre Chávez e Uribe
Na semana passada, Ernesto Santos, um plantador de cana-de-açúcar de El Zulia, no departamento (estado) Norte de Santander, norte da Colômbia, perdeu a safra inteira do ano, calculada em 27 mil dólares.
Membro da Copecaña, cooperativa de pequenos produtores de cana nesta cidadezinha perto da fronteira com a Venezuela, Santos costuma enviar sua produção para refinarias no país vizinho. Mas a disputa política entre as duas nações sul-americanas levou ao fechamento da fronteira e Santos não conseguiu a licença de exportação. Agora, sua colheita apodrece ao sol.
"Se não concedem a licença, a safra se perde em 72 horas", diz ele (abaixo).

A atividade econômica de El Zulia, a poucos quilômetros da capital do departamento, Cucuta, tem sido duramente atingida pela disputa entre os governos da Colômbia e da Venezuela.
No fim de julho, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, ordenou que o comércio com a Colômbia – que chegou a 7 bilhões de dólares no ano passado – fosse "congelado" depois que o país vizinho acusou a Venezuela de apoiar guerrilheiros e fechou um acordo que permitirá o uso de bases colombianas por militares dos Estados Unidos.
A fronteira ficou totalmente fechada por quatro dias depois do anúncio de Chávez e, agora, apenas alguns sortudos – os que obtiveram permissões antes do início da disputa – conseguem exportar. Jose Rozo, presidente da Câmara de Comércio da Venezuela (Fedecámaras) no estado de Tachira, afirmou que o movimento comercial caiu para cerca de 10% do normal e que o governo venezuelano não está emitindo novas permissões aos exportadores colombianos.
“Aqui, prejuízos enormes estão atingindo gente muito vulnerável, uma população que quer se erguer por meio da cana, em alguns casos, e é afetada por este inconveniente entre os dois povos irmãos da Colômbia e da Venezuela”, disse o prefeito de El Zulia, Mario Becerra Florez, em seu gabinete na foto abaixo.

O prefeito afirmou que as fábricas que trabalham com derivados da argila operavam com apenas 20% da capacidade e que o setor da mineração de carvão era afetado do mesmo modo.
Na cidade venezuelana fronteiriça de San Antonio, que depende profundamente do trabalho gerado pelas atividades aduaneiras, cerca de mil postos de trabalho já foram perdidos, disse Rozo. Por volta de 240 pequenas companhias, entre elas empresas de transporte e armazenamento, que geram 20 mil empregos, estarão ameaçadas se as relações não forem reatadas logo.
O comércio entre os dois países é baseado principalmente em exportações de alimentos da Colômbia, mas a Venezuela também exporta matérias-primas como alumínio, ferro, petroquímicos e gasolina.
Rozo previu que as exportações venezuelanas cairão de 2 bilhões de dólares em 2008 para 560 milhões de dólares neste ano.
A Venezuela poderá sentir o aperto do embargo na forma da escassez de alimentos, afirmou Alexis Balza, comissário de Fronteiras do governo do estado de Tachira.
“Os dois países estão perdendo”, disse ele. “Talvez a Colômbia esteja perdendo um pouco mais do ponto de vista econômico. Mas os dois perdem porque, na Venezuela, começamos a viver uma situação de desabastecimento de alimentos.” Outros setores, como os de couro, móveis e fabricação de tintas, estão sofrendo por depender de matéria-prima da Colômbia, explicou Balza. Alternativas ao intercâmbio Colômbia e Venezuela são parceiros comerciais naturais graças à proximidade, mas ambos começam a buscar maneiras de substituir o intercâmbio.
A Venezuela disse que poderá substituir a carne, os carros e os produtos químicos colombianos por itens do Brasil ou Argentina. Desde julho, a Venezuela já assinou contratos de mais de 1 bilhão de dólares para a compra de produtos argentinos.
“Se a Colômbia não se redimir quanto às bases militares, dentro de um ano poderemos substituir todo o comércio bilateral”, afirmou o ministro do Comércio, Eduardo Saman, à agência de notícias Reuters.
Na Colômbia, o presidente Álvaro Uribe visitou Cucuta na semana passada para tranquilizar líderes empresariais locais preocupados com a crise. Ele prometeu mais fundos para melhorar a infraestrutura da região. O departamento do Norte de Santander, isolado do restante do país por uma cordilheira e estradas ruins, exporta a maior parte de sua produção através de portos venezuelanos.
Uribe autorizou fundos para melhorar as rodovias. E aprovou a construção de uma usina para transformar a cana-de-açúcar da região em etanol para veículos.
“O governo nos apoia para construir a usina de etanol”, disse Heliodoro Viveros (foto abaixo), fundador da Copecaña. “Será um comércio garantido pelo governo. Seria uma grande vantagem para nós nesta zona.”

Fronteira sofrerá Mas outros lembram que, embora a Venezuela e a Colômbia possam encontrar mercados alternativos, a região da fronteira é a que mais sofrerá se as relações comerciais não forem retomadas.
Jose Rozo previu inflação e escassez de alimentos se a Venezuela substituir as importações da Colômbia por produtos da Argentina e do Brasil, por causa das distâncias maiores e do tempo necessário para estabelecer uma relação eficaz.
“Não é a mesma coisa, no caso dos alimentos, trazê-los da Argentina ou do Brasil, pois os produtos não estão próximos de portos”, disse ele. “Estão em terra, dentro de seu território, e lá eles não têm os produtos prontos para o transporte.”
Alexis Balza afirmou que a região fronteiriça seria devastada se a Venezuela abandonasse a Colômbia como sua segunda maior parceira comercial.
“Isso praticamente acabaria com a região”, disse ele. “A vida autônoma é muito limitada. A sobrevivência desta zona depende, sem dúvida, do comércio bilateral.”

Ponto vermelho mostra local onde fica El Zulia. *Enviado especial; texto e fotos
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sábado, 5 de septiembre de 2009

CAIDA DE LOS TEXTILES

Las exportaciones de Colombia a Venezuela cayeron 28% y en los primeros siete meses del 2009 bajaron 4,5% comparado con igual lapso del 2008, de acuerdo con datos del Departamento Administrativo Nacional de Estadísticas (DANE).
Sectores como el de los textiles redujeron sus ventas al pasar de 487,2 millones de dólares de enero a julio del año pasado a 138,4 millones de dólares en igual lapso del 2009.
El estudio del DANE señala que en total las exportaciones de Colombia cayeron en julio 23,5%, golpeadas por la decisión de Venezuela, su segundo socio comercial, de llevar a "cero'' las compras de productos a Bogotá.
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